Contaram-me a mim…
Que a vida passa tão rápido
Para os segredos que permanecem
Logo o futuro se torna o passado
Que de nada nos vale tentar fugir
Para que negar ou se quer fingir
Se eu sentir que não sou capaz
E cada silêncio
Cada gesto que tu faças
Sentada a meu lado
Toca-me assim
Envergonhado estou-me a sentir
Tudo é ilusão neste quarto vazio
Fecho os meus olhos e toco-te à distância
A pensar em ti que o coração palpitou abrindo meus lábios
Beijo roubado no escuro
É um truque inventado
Para interromper quando as palavras se tornam supérfluas
E eu quero sentir-te ainda que seja por um toque
Quero ver-te ainda que seja através de um espelho
Quero amar-te ainda que seja por uma fantasia
E chamei-te pela noite
Entraste no meu sono
Vou ficar a despir-te
Agora é que tenho vontade de …
Te sugar
Lamber
Percorrer cada centímetro
Depois ficar dentro de ti
Partilhar prazer ao som desta voz
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Halloween

(clicar na imagem)
A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").
Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1° de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening → Hallowe'en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O segredo é eterno

Quinta-feira, por volta das seis e meia da tarde, resolvi não ir para casa mesmo sabendo que iriam estranhar.
Entardecia, o sol avermelhado ia se pondo tranquilamente no horizonte do mar e eu vagueava lentamente pela areia da praia, sozinho. Caminhava lentamente, observava tudo fixamente, mas ao mesmo tempo era como se não visse nada.

A lua já estava alta, cheia, o céu estrelado, lindo. Poderia servir para de inspiração para mais uma das parvoíces que eu escrevia, coisas sem grande valor. Era o que eu achava, pelo menos. Mas já havia algum tempo que eu não conseguia “escrivinhar” nada e, talvez conseguisse e que colocasse fim nessa minha angústia. Foi o que pensei…
A brisa trouxe-me um papel branco como em jeito de convite para a escrita.
O barulho das ondas pareciam me chamar e, o mar avançava, queria alcançar a lua mas a cada momento ela mudava de lugar, fugia de mim, e ficava cada vez mais longe.
As ondas continuavam a me chamar, mas agora elas gritavam mais alto. Resolvi me levantar.
Desconfiava, ou melhor, tinha certeza que algo de estranho estava acontecer. Não havia passado nem uma semana que cortei as unhas e… tinha de as cortar outra vez.
Pode ser psicológico! Pior de tudo era a minha paixão pela Lua.

A esta hora da noite desce uma nostalgia incontrolável que morde a alma e vontade de escrever sobre uma mulher que amei num tempo recente, porém os olhos do menino, o sorriso sujo, a cara molhada de medo e coragem, não me deixam pensar.
Por isso não conseguirei escrever sobre a mulher que desejei, numa tarde de um dia qualquer...
Existem épocas que inspiram a imaginação, que trazem para a alma um sentimento que parece transportar a mente, e nos remete a uma atmosfera de sonho e fantasia.
Levantei os olhos e o lugar em que me encontrava agora parecia ter saído das páginas do livro que tinha lido à pouco, e que, neste momento, transformara-se num areal rodeado de agua, e estava completamente só… acho eu.

-Será que isto é mesmo uma ilha deserta? … é, se isto é uma ilha deserta eu sou o Brad Pitt.
Ao fundo reparei em duas palmeiras unidas pela “minha” cama de rede, nem queria acreditar.
O encontro marcado pelo pecado, pela paixão, pela espera do corpo emoldurado, que deitar-se-á e desabará sob minhas mãos...
Talvez, tudo fantasia...
Mas um lobo é sempre o lobisomem, em minha insónia tardia, desnudados e nus como a lua, que atravessa nuvens emoldurando o mar.

Lobos-amantes despem-se para amar...
Ainda não vivi este sonho, porque nós somos proibidos, e proibidos nossos olhares e nossas bocas suplicaram por viver esse único e eterno sonho.
Só sei que foi bom demais, e que suplicávamos por mais...
Quero te contar uma vez mais: o sonho foi único, e o segredo é eterno.
sábado, 26 de junho de 2010
Palavras que (nunca) te direi

… perguntas, se eu estou bem.
E eu digo:
"SIM"
Mas o que mais eu poderia responder?
Não sei dizer, talvez...
Seria o final se um dia eu respondesse:
"NÃO"?
Enquanto os teus olhos dedicarem uma faísca do seu brilho para mim.
Porque realmente ele é lindo.
O meu coração está triste e só,
Mas prefiro admirar os teus lábios
E os mistérios que tentam ocultar
Talvez devesse arriscar mas,
Tenho medo de te perder.
Vais ficando no meu pensamento.
Quem sabe, te posso ajudar
Ou talvez não, depende de ti
Abre o coração
Senta-te aqui do meu lado
Conte-me o que aconteceu
Não te queiras enganar
Quem sabe, se pudéssemos contar as voltas que a vida dá
para que agente possa encontrar um grande amor,
Arriscava tudo por uma miragem
Por amor coloca-se a mão no fogo da paixão até queimar…
Somente por amor
sábado, 19 de junho de 2010
Adoro-te +

Quero te fazer sentir o toque da minha língua...
Passar pelo teu corpo....
Com beijos deliciosos ...
Minhas mãos envolventes tocando-te...
Excitando-te...
Dando-te prazer...
Sussurrar no ouvido...
Cada toque parece magia...
Os dedos passeiam pelos lábios...
Cada vez mais te excitando...
Fechas os olhos relaxando a cada um dos meus toques...
Vais delirar...
Desejar mais intenso...
Enorme suspiro se faz sentir...
Perguntas-me se te quero...
Fecho meus olhos, começo a te sentir...
A tua pele sobre a minha...
Falo-te no ouvindo...
"Beija-me"
Aos poucos tomas contas de mim...
Invadindo-me com deliciosos movimentos...
domingo, 7 de março de 2010
Eu quero saber o que é o ... A M O R

Eu hoje aprendi que o sonho não acaba, que o amor vai mas, o coração fica.
Meu amor foi doado, nunca fui cobrado, só queria amar e ser amado.
Num quarto escuro e vazio o coração de plástico explodiu no silêncio da noite.
Eu tentei parar o tempo segurar na tua mão, sei que tua fantasia é a de me levar a sentir a maré do sonho em cima das ondas vigiadas pela lua, para me beijares espontânea e sofregamente.
Nas noites claras de lua, eu fico a vagar no universo misterioso, cada vez mais secreto e longínquo mas, nas noites escuras, de breu, fico a vagar dentro de mim.
Teus olhos guardam segredos das noites de lua cheia, a solidão é apenas um momento em que sentimos o quanto somos imperfeitos sozinhos...
E então quem sabe outro dia, esse amor voltará em algum vento e vai ficar ao sabor dos lamentos, ansioso a esperar o momento que um dia deixou.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Procura-se...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
AMIGO
Nome masculino
1. aquele que que tem com alguém uma relação de amizade
2. partidário; simpatizante
3. aliado; companheiro
4. amante
Adjectivo
1. afeiçoado
2. aliado;
Este é o significado no dicionário da língua portuguesa da palavra "AMIGO".

Para muitos fazer um "amigo" basta dar um click e já se acham no direito de como tal.
Se a "proposta" for rejeitada pensam logo que somos muito importantes, que não queremos fazer amigos.
Mas para ser amigo o simples click não chega... tem que se cativar para se merecer o verdadeiro sentido da palavra. Para mim os amigos não se coleccionam, mas sim aconchegam-se, cativam-se, e podem até se "amar"
"Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram."
1. aquele que que tem com alguém uma relação de amizade
2. partidário; simpatizante
3. aliado; companheiro
4. amante
Adjectivo
1. afeiçoado
2. aliado;
Este é o significado no dicionário da língua portuguesa da palavra "AMIGO".

Para muitos fazer um "amigo" basta dar um click e já se acham no direito de como tal.
Se a "proposta" for rejeitada pensam logo que somos muito importantes, que não queremos fazer amigos.
Mas para ser amigo o simples click não chega... tem que se cativar para se merecer o verdadeiro sentido da palavra. Para mim os amigos não se coleccionam, mas sim aconchegam-se, cativam-se, e podem até se "amar"
"Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram."
terça-feira, 19 de maio de 2009
O MUNDO do faz de conta
Com algum tempo de "estudo" sobre o tema que vai estando na moda descobri que grande parte da população vive no mundo do "faz de conta" o que queremos mostrar a sociedade mas, em paralelo ao nosso, construímos um de fantasia, em pequenas doses de momentos de vivências de loucura.
E com mais ou menos acanhamento começa o desenrolar de um conhecimento... homens e mulheres, jovens e adolescentes... conscientes ou inconscientes entram neste maravilhoso mundo... onde todos andam e se mostram, até de certa forma verdadeiramente, sem medos... o conhecimento e amizade vai aumentando ao ponto de atingir patamares nunca imaginados... vontades concretizadas que nunca seriam aceites pela sociedade.

Com pseudónimos (actuais nicknames) fazem-se procuras e ganham-se amigos, que alguns aproveitam para coleccionar (os cromos como eu lhes chamo) com o intuito de saciar a solidão entregando-se nas mais variadas emoções virtuais...
As mais variadas carências (que ninguém assume ter) são o prato forte de todos que procuram atenção que é deixada ao caso pela pessoa que esta ao nosso lado, procurando alguém que as ouçam, que as amem...
Quem entra para este mundo também acaba por ficar incompleto, mas vai ter alguém que o ouve com atenção mas, que acaba por não ser suficiente, porque precisamos do calor da proximidade, de sentir o cheiro, de tocar na pele, do olhar, olhos nos olhos, de sentir o aumentar do batimento cardíaco, no fundo de estar presente sentir que o que fazemos no nosso dia a dia e que acaba por não nos satisfazer por que é assim imposto pela nossa sociedade actual.
No fundo cada um é como cada qual e é o que quer ser e... assim aproveito para deixar uma frese que aplico frequentemente e espelha o que foi relatado atrás.
Cada um tem aquilo que merece... (porque assim o quer)
E com mais ou menos acanhamento começa o desenrolar de um conhecimento... homens e mulheres, jovens e adolescentes... conscientes ou inconscientes entram neste maravilhoso mundo... onde todos andam e se mostram, até de certa forma verdadeiramente, sem medos... o conhecimento e amizade vai aumentando ao ponto de atingir patamares nunca imaginados... vontades concretizadas que nunca seriam aceites pela sociedade.

Com pseudónimos (actuais nicknames) fazem-se procuras e ganham-se amigos, que alguns aproveitam para coleccionar (os cromos como eu lhes chamo) com o intuito de saciar a solidão entregando-se nas mais variadas emoções virtuais...
As mais variadas carências (que ninguém assume ter) são o prato forte de todos que procuram atenção que é deixada ao caso pela pessoa que esta ao nosso lado, procurando alguém que as ouçam, que as amem...
Quem entra para este mundo também acaba por ficar incompleto, mas vai ter alguém que o ouve com atenção mas, que acaba por não ser suficiente, porque precisamos do calor da proximidade, de sentir o cheiro, de tocar na pele, do olhar, olhos nos olhos, de sentir o aumentar do batimento cardíaco, no fundo de estar presente sentir que o que fazemos no nosso dia a dia e que acaba por não nos satisfazer por que é assim imposto pela nossa sociedade actual.
No fundo cada um é como cada qual e é o que quer ser e... assim aproveito para deixar uma frese que aplico frequentemente e espelha o que foi relatado atrás.
Cada um tem aquilo que merece... (porque assim o quer)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O pecado

Naquele dia acordou com a vontade de querer estar com alguém que à muito vem despertando a sua curiosidade. Sabe que um curto passo seu é o suficiente para que ele a aceite e se "derreta" a seus pés, sim porque ele espera o seu sinal a muito tempo mas...
O pecado acelera o batimento cardíaco daquela que se sente pecadora, o medo a domina, a vontade de correr de quem provoca este sentimento nela é maior que o desejo de ceder ao pecado, por medo. Mas o pecado e o medo são bons, pecar escondido é excitante.
... imaginei-a nos meus braços embalada... peguei na rosa que lhe enfeitava o cabelo e tirei as pétalas uma a uma e as fiz passar por entre os seios e descer suavemente pela barriga, gelou de excitação com os círculos em volta do umbigo. Segurando-a pela cintura, e com a outra mão acariciei lentamente as costas.
Os seus lábios, juntamente com meus dentes e minha língua começam a procurar pelo fruto, carnoso que dá vontade de devorar. No pescoço, os lábios sugando e mordendo... mas sabem muito bem que ainda não chegaram ao destino. O mesmo eu faço na orelha, alternando com mordidas carinhosas.
Entretanto as mãos acariciam a minha nuca, por entre os cabelos e, vai suspirando como se fosse o último sopro do dia.
A lua cheia e as estrelas nos iluminando o destino traçado daquela noite de pecado.
A minha busca continua... minha boca e minhas mãos procuram nas suas costas e no seu ombro.
Seu sangue fica quente, eu... suo frio, ela... nervosa por pecar. Calafrios de prazer tomam conta do meu corpo. A luz da lua ilumina seu corpo brilhante.
As mãos dela passeiam suavemente pelos meus braços e mãos... enquanto os meus lábios, dentes e língua procuram os seus seios, tornando os mamilos nervosos... empinando-se e implorando para serem devorados, mas pacientemente e sem pressa eu acariciava os seios como quem acaricia uma obra de arte.
A viagem pelo corpo continua, enquanto minhas mãos seguram forte as suas, o vento quente sopra, já prevendo o que estava para acontecer. O som do vento batendo nas folhas e o suspense no ar deixam a procura pelo fruto ainda mais excitante. Uma vez mais as mãos acariciam seu umbigo. Os lábios descem beijando a barriga e de novo as mãos passam pelos seios, pescoço, orelhas, boca e costas. Enquanto suas mãos já dominam o fruto por inteiro, eu beijo devoradamente os ombros que tantas vezes me deixaram com vontade de o fazer.
O vento, quente e misterioso, bate em nossos corpos famintos e meus lábios descem pelo seu corpo. De frente para mim, já caída pelo chão, está fervendo de excitação e, quando eu beijo sua boca, minha língua sente toda a voracidade da dela, e meus lábios possuídos percebem que o meu desejo é de possuir e...
o pecado é não querer pecar.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
A boleia

Depois de um dia de trabalho e já na hora de saída tocou o telefone (oh!! quem será?).
-Será que me dás uma boleia?
-Claro que sim, já vou sair.
Quando cheguei junto do carro já lá se encontrava e fomos entrando.
-Mais um dia de trabalho que ficou para trás.
-É verdade, e hoje estou mesmo cansada.
Mal iniciamos a viagem reparei que existia uma fila de trânsito (para/arranca, que seca). Numa das trocas de mudança existiu um toque de mãos assim meio sem querer, de leve, quase um acaso. Os dedos se entrelaçaram, enroscando-se lentamente. E as mãos se apertaram trémulas, eloquentes, quentes (fez-se silencio).
Ninguém podia imaginar a cumplicidade, muito menos o calor que lhe subia pelo corpo, num movimento irresistível, as mãos coladas de emoção deslizaram pela perna feminina, encaixando-se ansiosamente nos recantos de seu sexo (bué de coragem).
Com uma leve pressão, carícias profundas, ouviram-se alguns gemidos contidos.
Achei melhor sair da fila em que seguia e encostei na berma para um contacto final. A mão feminina deixou sua parceira mergulhada entre tecidos e pernas e avançou rapidamente para sentir entre os dedos o latejar gritante do sexo que, desesperado, se agitava sob as calças.
E num repente e sem que nada o fizesse esperar saiu da viatura apressada deixando-me ali sozinho sem reacção.
Fiquei ali algum tempo para tentar perceber o que tinha acontecido mas...
Acabei por entrar na "fila" e seguir para casa no fim de um dia de trabalho que terminou diferente dos outros.
Fruto proibido... mas gostoso

-Sou casada (disse num tímido mas sensual sussurro).
-Eu não sou ciumento (respondi , enquanto a olhava bem nos olhos).
Lá fora, a chuva não dava descanso.
Não fazia ideia como tinha conseguido que ela estivesse comigo naquele lugar. Tantas vezes tinha imaginado em minha mente (a sonhar alto, claro), a vontade louca de a sentir assim tão perto. Noites a fio sonhava com ela, mas o fim era sempre o mesmo (mais um sonho).
Por entre as sombras da escuridão, Maria se revelava a mulher ardente nos momentos da companhia dele… mas só. Era uma mulher plena e sublime, com paixão para dar e vender, inventando desculpas esfarrapadas para que o homem não ultrapassasse a última e definitiva fronteira.
-É melhor parar por aqui. Não posso... (num gemido enquanto a beijava e tentava chegar ao seio, passando a mão por debaixo da blusa).
-Não contarei nada a ninguém, nestas coisas de amor simplesmente acontece em nossas vidas (murmurei).
Uma a uma fui-a libertando de todas a peças de roupa deixando uma mistura de bafo e saliva pelo seu corpo. Tremeu (arrepiando-se), senti que a respiração ficou mais rápida, estava à beira da loucura (achei que subiria as paredes). Nunca poderia imaginar em que mares de puro prazer ela ira afundar nesta tarde chuvosa e fria. Mas aconteceu, tinha atingido a loucura, viajava pelo corpo dela como se conhecesse cada centímetro, cada canto de sua sensualidade, fazendo-a vibrar até ao extremo do belo prazer, (fazia com que sentisse mais mulher). Mordia a sua alma com beijos, dando-lhe á boca o fruto da perdição. Entre carícias e beijos sentia que a vontade lhe aumentava (percebia-se no olhar). De repente... o centro do Mundo era ali... ambos os corpos em perfeita cópula. Naquele momento a terra parou, (nada mais existia) aumentara o odor a confusão e excitação, como se todos os homens e mulheres, todos os amantes, todas as relações malditas e condenadas, ficassem resumidas a estes corpos, suados e brilhantes. Tudo deixou de existir (pudera…). A tarde de chuva torrencial, as faces familiares que sem dúvida os repreenderiam, os gritos e os silêncios.
Muito perto de atingir o limite e, estava ali com tudo que havia sonhado dias a fio, tudo o que sempre quisera e não pudera alcançar, ela acarinhando, e abraçando ia implorando para que aquele momento magnífico permanecesse, sem se preocupar se o mundo ia acabar, em chuva ou em fogo, sem se importar com o facto de ser casada e de partilhar este seu amor proibido… e eu depois de um breve fechar de olhos, fiquei na dúvida se…
-Não, não foi mais um sonho (será que foi?)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
o "Outro"

Sei que estou indeciso mas vou tentar explicar
o "Outro" eu... confesso que é tímido... envergonhado
quase sempre o coração dispara, até fico vermelho...
atrapalhado as vezes...nem sei o que dizer
As vezes há conflito entre a razão e a emoção
O amor é venenoso, porém doce como o mel...
Mas capaz de transformar o céu num inferno
Agora sinto-me solto... capaz de tudo
Tenho de te pedir para pensar...
Porque sei que tens a mesma vontade
O que eu quero mesmo, mas mesmo
É ter-te aqui nos meus braços
Eu continuo a correr a partir de minha sombra
Ninguém nasceu para ser só... a dois é muito melhor
Dure o tempo que durar...
Eu acho que vale a pena arriscar
O coração tem sempre razão (solta a "Outra")
É bom viver de emoção... e eu quero viver
De um sonho qualquer... e sei que posso ser feliz
Nosso amor é uma lenda, uma história
É um sonho que eu quero viver (queremos)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Rosa... NEGRA

Um dia imaginei...
Que tinha entrado num sonho impossível
Bem dentro do meu coração
Reparei que estavas lá...
Tão perto... (pensava eu)
Mas ao mesmo tempo...
Longe que se farta
És uma Rosa... NEGRA
Creio que musa e, mulher
És a flor da paixão (podias ser)
E ainda um raio de luz
Em minha escuridão
Apesar de NEGRA...
Mais bela dentre todas as mais belas
Bem fechada em flor matando ilusões
Foi sonho que virou realidade (isso queria eu)
Tornando-me um refém das emoções
És o símbolo do AMOR
Espalha o teu perfume em meu inferno
Talvez eu tenha uma alegria
Nem que seja apenas por um dia (vá lá...)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
SÓzinho

NÃO POSSO MAIS VIVER ASSIM
SUFOCADO COM AS PALAVRAS
QUE EU PENSO EM TE DIZER...
SÓ NOS MEUS SONHOS POSSO TE TOCAR
É SÓ FECHAR OS OLHOS PARA TE ENCONTRAR
ANDANDO SOZINHO NO ESCURO
SENTINDO O VENTO FRIO NO ROSTO
GRITO NO ESCURO...
ESTOU SÓ, APENAS SÓ
EU PENSO HORAS E HORAS
ENSAIO TODAS AS COISAS
PARA TE DIZER, PARA TE CONVENCER
NÃO VOU FICAR...NÃO QUERO FICAR
SOZINHO...
AQUI SEM TI...NÃO VOU FICAR...
POR OUTRA... NÃO QUERO FICAR
PERDIDO E...
SEM
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Ao Luar...

Vou oferecer-te o luar...
Porque o céu não é de ninguém
Não quero mais sonhar contigo
E no outro dia acordar sozinho
Não quero mais viver perdido
Peço para lua te buscar
Se eu pudesse voltar atrás no tempo
Tinha te dito que a terra gira por ti
Não há mais luar do tipo ingénuo
Que não deixe os seus encantos no sereno
Justamente nessas noites de luar
Quando o espírito fraquejar
Vem a lua ali tentando enfeitiçar
O dia vai acabar...
Vem comigo esta noite
Agarra a minha mão, dou-te estrelas, o luar.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Fique diante de quem você ama...

Noite sem lua esconde o amor proibido.
O fascínio da noite é a ausência... Na noite podemos ser tudo o que no dia não fomos - livres. Podemos sorrir e chorar, criar e viver emoções únicas, podemos também ser anjos ou demónios.
É tão lindo poder abrir sua alma para a lua e ter diálogos secretos de entrega, receber uma chuva de estrelas como carícias suaves.
O Amor é mesmo assim, chega sem aviso prévio, derruba todas as suas defesas e cria um novo ser em você. E de repente, momentos banais ou insignificantes tornam-se os mais lindos e ansiados de toda sua existência.
Fique diante de quem você ama durante três minutos,em silencio, junte os rostos aproximadamente tinta centímetros olhos nos olhos, durante esse tempo pense que é exactamente a pessoa da sua vida, se as lágrimas deslizarem, é...
AMOR.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O fim da ilusão...

Com o passar do tempo de horas juntos sem nunca estar perto, descobri que afinal tudo não passou de uma ilusão... mais um ciclo terminou para mim.
Foi diferente de inicio (bonito até) mas com o decorrer do tempo foi criada uma rotina igual a outras já vividas
Pensei que seria diferente (desta vez)...a minha alma gémea estava ali... mesmo a minha frente... a timidez o "receio" de uma palavra mal empregue o não a vontade... até o sonho mal terminado (suspenso) por descobrir... estava ali algo que fazia "prender" ... o que será?? ou por outra... seria??? ... não consegui descobrir... foi entrando por becos... ruas sem saída.
Apostei no sonho (estava lá a resposta)... porque não a consigo obter??? acho ... penso... não estou a procurar no local certo... que "raio"... onde vi o Anjo... será mesmo este??
Se é porque não se mostra??? porque não o consigo ver??? Tenho de fazer um ultimo esforço (devo) para descobrir... mas... continuo sem resposta... não dá... e por culpa minha (por não descobrir) vou ter de adiar este encontro até um dia "destes"
Vou deixar um simples...
Até já...
sábado, 11 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Os mistérios da vida...

A lua se faz plena e oferecida,
Como se fosse a proprietária da noite.
E eu vagueio na noite...
À procura de sons...
Que mesmo em silêncio...
Desejaria ouvir,e tu te manifestas...

Acorda-se um sonho, enquanto outro já dorme no aconchego do coração.
A saudade do sonho,ou do sonhar...
È tanta.
E eu ainda sobrevivo...
Mas cada dia que passa...
Acordo sonhando com um mágico encontro...

Nossas vidas são verdadeiros mistérios, tudo é imprevisível...
queres saber por que?
O destino quis que nos encontrássemos...
mas foi o mesmo, que fez com que morássemos muito longe um do outro!
E neste silêncio...
Por um momento te sinto...
Tão perto de mim,mesmo tu estando longe.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Procuro-te...

A cada estrada perdida
Na noite quando se torna frio
Na luz solar brilhante de dia
Não importa onde vou
Não importa o que faço
Procuro-te
Fui somente um menino despreocupado
Quando te deixei ir
Tivemos o amor tivemos a alegria
Mas fui jovem para saber
Como realmente estivemos em conjunto
Fomos um em vez de dois
Tentei encontrar-te em mil noites
Tentei e falhei
Converti o coração em ferro-velho
Foi todo em vão
Fiz algumas coisas que nenhum homem
Alguma vez teve o direito de fazer
Não é nada novo
Cada dia termino... sem nada ter feito
domingo, 29 de junho de 2008
Adormecer com a LUA...

Caminhando pela estrada
Eu vou olhando o pôr do sol
Vejo pegadas
Mas não sei de quem serão...
Minhas???
Tuas???
Eu sei, eu sei...
Tudo faz com que eu lembre de ti
As folhas caem mortas como eu.
Quando eu olho para o céu
Procuro te encontrar
Mas não sei onde está...
Eu quero ver o teu brilhar
Lua triste (chorona)
Eu quero ver o teu sorrir
Leva-me contigo mostra-me onde estás
É que um dia eu sei que...
Quero-te de qualquer jeito;
Digo isso na solidão do meu quarto...
Quero adormecer contigo
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O coração anda confuso… não dá para esconder

Há muito tempo, quando os desejos funcionavam, eu conheci uma mulher que um dia mais tarde (hoje) me iria deixar... diferente.
Ela apareceu por aqui (sem saber ler nem escrever) e trocou umas letras comigo de maneira a eu ficar sem reacção ao sucedido (bloqueei)
Porém aconteceu que uma das vezes que ela me deixou sem respirar, sem fala...
Um dia que até altura estava belo… ela começou a chorar tanto que até as pedras sentiriam pena. Sem saber bem ao certo que fazer perguntei…
-Será que posso ajudar?
- Ah, és tu, Lobo - disse - Estou a chorar porque perdi o “AMOR”
- Calma, não chores -, disse; e se quiseres...?
A história de um amor que nunca pôde ser consumado. Eu um Lobo, durante a noite, ela, um Falcão durante o dia. Destinados a nunca se encontrarem...
Foi um instante de amor… eu vi no raio de luar
A magia continua por aí (solta)
A nossa de história de amor aconteceu (em minha mente)
Mas é raro Falcão e Lobo se encontrar
Os corações enxergam não dá para esconder
Não tem jeito existe um grande desengano
Digo (penso) que te amo
Mas tu giras o mundo e nem queres saber (eu acho)
Ó Falcão, estou aqui queimando por dentro
E a chama do meu sentimento… qualquer hora também pode apagar… mas se tu quiseres (seria loucura total)
Eu procuro espaço para te amar… não tem segredo… sentimentos não têm cor
Porque será que amor
O coração anda confuso… não dá para esconder
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Hoje... falei com a gota da lua

Existem sonhos que permanecem dormindo...
Jamais despertam, esgueiram-se da vida, da possibilidade do encontro com o Sol e do namoro com a Lua.
A realidade passa longe dos meu sonhos quotidianos
Que não vão voltar
Passo o tempo todo imaginando aquela lua Iluminando o mar
Tento me encontrar naquela noite escura
Solidão que vai passar
O mundo é tão pequeno em relação ao sentimento
Que é ter o dom de amar...
Ter você de dia para sonhar...
Lua cheia me permita mais um beijo
Que eu vejo e sinto tanta coisa
É uma loucura Perdoa se eu insisto em não amanhecer
Ter você é ter um sonho me procura
Se...às vezes tudo é breve como um sopro
Não importa se fores...
TU (gota)
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Qual o motivo... que se passa??
Não sei o que se passa... está algo diferente...
Sinto que alguns dias a esta parte tudo mudou... adormeço e acordo a pensar NELA... não sei se foi feitiço ou se será mesmo magia... descobri que é diferente daquilo que eu pensava... sim , porque por baixo daquela "capa" esta uma mulher normal como todas as outras... certo que não cede (resiste) mas eu sou paciente (vou sendo)... todos os minutos que fico junto DELA são momentos de magia (faço filmes)... é pena porque é muito pouco... penso que todos já passaram por um momento idêntico na vida... fazemos os possíveis e impossíveis para ficar perto dessa pessoa, esperamos que nos dirija a palavra... que se ria com as "parvoíces" que dizemos... e que repare que estamos ali... mas será que não repara??? porque reage de maneira diferente connosco??? talvez, sim talvez, repare também mas, finge não reparar... tenho pena que nós os humanos não tenhamos um sensor que apite na altura em que ambos sintam o mesmo sentimento pelo outro, naqueles momentos em que sentimos aquela sensação bué de esquisita no estômago porque assim tudo seria mais fácil... todos iriam ganhar... mas este é mais um filme que estou a fazer... imaginem a parvoíce... um sensor... das duas uma... ou nos atiremos de cabeça e temos sorte... ou vai correr mal e o filme acaba.
Com sorte minha... talvez ELA possa ler isto e o sensor dispare (apite)
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